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Resenha Literária

 
 

 

Resenha literária

 

Resenhista: Emerson Rios (rios.emerson@gmail.com)

Autor dos livros O Vampiro de Niterói (2005), A Visita de Iuri Gagarin à Niterói (2006), Estância Não Caiu e outros contos (2011), O Banquete dos Mendigos (2012), Crônicas Urbanas (2013) e Praia de Icaraí – Verão de 1959 (2015). Além desses Emerson Rios é autor de 10 (dez) livros técnicos na área de tecnologia da informação e ocupa atualmente a cadeira número 39 da Academia Niteroiense de Letras.

emerson rios 

 

Livro: A Guerra do Paraguai

Autor: Luiz Otávio de Lima

Número de páginas: 431
País: Brasil
Ano:  2016

a guerra do paraguai

 

 Dentre os livros que já li sobre a Guerra do Paraguai este talvez seja o mais detalhado e ilustrativo. Luiz Octávio de Lima é um jornalista que se aprofundou no assunto e com isso conseguiu dar informações que não constam dos demais livros. Esse conflito, talvez o maior já ocorrido na América do Sul, que durou de 1865 a 1870 custou aproximadamente 150 mil mortos, dentre os quais 50 mil eram brasileiros. Sob o comando do tirano Solano Lopez o Paraguai decidiu invadir o Brasil na região de Mato Grosso e pouco depois a cidade de Corrientes na Argentina foi também ocupada. Formou-se então a Tríplice Aliança, formada pelo Brasil, Argentina e Uruguai para combater o Paraguai. Devido às distâncias e aos meios de transportes da época as reações demoravam meses a acontecerem e na maior parte das vezes anos, como ocorreu com a demora na expulsão dos paraguaios do território brasileiro. Num período da guerra, o imperador Pedro II baixou uma lei obrigando que os presidentes dos estados enviassem 1% da sua população masculina para ir lutar o que abriu espaço para que os fazendeiros e outros ricos comerciantes indicassem seus escravos para irem no lugar dos próprios ou de seus parentes. Na Argentina praticamente a metade dos escravos foi enviada para a guerra e a outra metade morreu depois num surto de febre amarela.

Quando Caxias, que naquele momento comandava as tropas brasileiras, entrou em Assunção encontrou uma cidade devastada, mas Solano Lopez tinha conseguido escapar com alguns acompanhantes e sua amante Elisa Lynch, uma prostituta irlandesa que ele tinha conhecido na França e que levou com ele para a sua terra. Na verdade, a tropa restante do tirano era formada por mulheres e crianças. Caxias, contrariando as ordens do imperador, que exigia que Solano Lopez fosse caçado vivo ou morto, arrumou a sua mala dizendo que para ele a guerra tinha acabado pois não era caçador, e retornou ao Brasil. O imperador sem saber se iria puni-lo, já que isso certamente provocaria uma revolta no exército brasileiro, decidiu então recebê-lo como herói nacional dando lhe então o título de duque. O conde D’ Eu marido da princesa Isabel, foi indicado para ir, a contragosto, para o Paraguai comandar as tropas brasileiras e caçar Solano Lopez, o que fez com uma passagem de muita violência até encontra-lo há 400 quilômetros de Assumpção. Nesta caçada muitas crianças e mulheres foram mortas. Um balanço ao final da guerra estimou que 20% da população do Paraguai tinha morrido.

Descrever esse livro poderia tomar algumas páginas dessa revista, por isso realmente aconselho a leitura pois mostra uma parte importante e nem sempre explicada adequadamente da nossa história