Academia Niteroiense de Letras

 


 

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Resenha Literária

 
 

 

Resenha literária

 

Resenhista: Emerson Rios (rios.emerson@gmail.com)

Autor dos livros O Vampiro de Niterói (2005), A Visita de Iuri Gagarin à Niterói (2006), Estância Não Caiu e outros contos (2011), O Banquete dos Mendigos (2012), Crônicas Urbanas (2013) e Praia de Icaraí – Verão de 1959 (2015). Além desses Emerson Rios é autor de 10 (dez) livros técnicos na área de tecnologia da informação e ocupa atualmente a cadeira número 39 da Academia Niteroiense de Letras.

emerson rios 

LivroBartleby, o escrivão

Autor: Herman Melville

Número de páginas: 94 
País: Estados Unidos 
Ano:  1938 – versão traduzida

           

baterbly

 

O primeiro contato que tive com Herman Melville foi através da minha esposa que quando estudou nos Estados Unidos teve que fazer um trabalho sobre a obra desse escritor, e que algumas vezes comentou comigo sobre o mesmo. Os anos passaram e um dia quando estava na Reserva Cultural passando o tempo para ir ao cinema numa livraria no andar debaixo, me deparei com esse livro que seria uma das suas obras primas. Herman Melville nasceu em Nova Iorque em 1819 e morreu em 1891 e teve uma vida conturbada até começar a se firmar como escritor. Viveu na Polinésia Francesa, foi preso numa revolta num navio australiano, fugiu da prisão onde estava no Taiti e enfim retornou aos Estados Unidos.  O seu livro mais famoso é Moby Dick lançado em 1851. Foi contemporâneo e amigo de Nathaniel Hawhtorne que ficou famoso com o livro A Letra Escarlate (The Scarlet Letter). Possivelmente, pode ter influenciado Frank Kafka (1883-1924) devido a semelhança dos seus estilos para escrever sobre situações absurdas. O livro em questão, Bartleby, o escrivão, lançado em 1856, é uma obra que realmente nos faz lembrar de Kafka. O personagem central vai trabalhar com um advogado, mas se nega a fazer qualquer tarefa sempre com a resposta: - Preferia não o fazer. O patrão tenta de tudo para envolvê-lo no trabalho, mas não consegue e então entra numa luta para despedi-lo, o que também se torna impossível. Resolve então mudar de escritório e deixa Bartleby sozinho numa sala vazia, mas a história não termina nesse ponto e continua ainda na mesma linha do absurdo. Essa narrativa nos faz lembrar Kafka de O processo e O castelo, e talvez Melville seja o precursor do realismo fantástico na literatura, embora não seja o seu mais famoso representante. Bartleby, o escrivão, é um livro muito bom e vale a pena a leitura, principalmente para os fãs de Kafka.