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Prata da casa

(Seção destinada à divulgação de textos de Acadêmicos Titulares da ANL).

Nesta edição estamos publicando textos dos acadêmicos

  • Paulo Roberto Cecchetti
  • Alberto Araújo
  • Wanderlino Teixeira Leite Netto
  • Geraldo Bezerra de Menezes


Prata da casa

Paulo Roberto Cecchetti 

Cecchetti

cecchettipaulo@gmail.com

-1-

A HORA DE FAZER VALER O VOTO - de PRCecchetti

 2017 passou batido. Bandidos, corrupção e insegurança tomaram a atenção de todos nós. Prós e contra. Conta desfeita, principalmente, pela falta na educação e na saúde. Foi difícil manter a boca fechada. Fachada exposta nessa manipulação do marketing do estilingue. Língua afiada, ligações perigosas.

A desatenção do MP e da PF com os colarinhos puídos e desalinhados por afilhados e padrinhos corroendo os cofres públicos. De súbito, varrer todos da política que atravanca nossos caminhos.

2018 é o ano do voto. Da vontade popular de aniquilar toda a sujeira deixada pela estrada. Nada nos resta, senão a consciência do eleitor. Fator na escolha de novos políticos. 

Sim, insisto em ser crítico da gangorra partidária. Libertária será nossa reflexão profunda sobre o novo ano. Desce o pano. 

Planos à vinda de 2018. É hora de fazer valer o voto.

 

-2-

RETORNO - de PRCecchetti

O caminho a seguir não é o mesmo caminho de casa. No lar temos respeito ao bem comum. Na rua nos deparamos com todo esteriótipo dos seres humanos. Semeamos diferenças. Colhemos aparências. De dentro da casa observamos a rua. Nua. Rezo. E negamos o vazio do olhar. O retorno trazemos na memória. É hora do descansar.

-3-

ICARAÍ ADOECEU? - de PRCecchetti

No quadrilátero compreendido entre as ruas Miguel de Frias/Comendador Queiroz e Moreira César/Tavares de Macedo, fiz um esforço de memória e contei hoje, pela manhã, completamente estarrecido: quatorze farmácias! E umas de frente para outras!Teriam os moradores do bairro de Icaraí adoecidos???

Bem sei que, na qualidade de vida ora existente, a longevidade tem avançado ao ponto de perceber o ir e vir das senhorinhas curtindo vitrines, e de senhores sentados nos bancos das esquinas contando reminiscências de uma Icaraí saudosa...

Não me surpreendo em minhas caminhadas matinais com o número avançado de cadeiras de rodas, algumas motorizadas, circulando no âmago desse quadrilátero entre carrinhos de bebês que mal conhecem desse novo trajeto.

Surpreso diante de tantas inaugurações da grife farmacopeia, indago: Icaraí adoeceu? Ou o marketing dos genéricos tornou-se ato frenético para a invasão às prateleiras repletas de pílulas da vida longa?! Evasivas invasões que persistem em descaracterizar o bairro. Esbarro nas prateleiras dos comprimidos encompridando nossos passos para a eternidade...

- 4 -

URBANANA - de PRCecchetti

A geografia urbana da “Cidade Sorriso” não há mais...Leiteria Brasil, Padaria Pão Quente, Pastelaria Imbuí, Esportiva, Restaurante Monteiro, Cinema Central, Hotel Imperial, Clube IPC, Bar do Honorato... 

Triste Vila Real da Praia Grande, outrora cidade imperial, com a corte de D.João VI flanando por este chão abençoado.

Minhas afeições urbanas, ainda existentes, guardo-as todas na lembrança, feito relógio da Reitoria da UFF, às vezes emperrado, mas que permanece altaneiro, girando os ponteiros do tempo refletido na tela do Cine Icaraí, hoje abandonado.

 

 
Alberto Araujo

alberto araujo

ALBERTO ARAÚJO <alberto_bacana@hotmail.com>

Homenagem do escritor e poeta Alberto Araújo ao professor Horácio Pacheco, texto publicado na Antologia O Perfume da Palavra - Volume V, organizado pela jornalista Labouré Lima da Editora Muiraquitã, página 22,Niterói-RJ(2016).

  

ALBERTO ARAÚJO HOMENAGEIA O MOVIMENTO CULTURAL "ESCRITORES AO AR LIVRO" COM POEMA, PELA PASSAGEM DO ANIVERSÁRIO DE 10 ANOS.

LEIA O POEMA COMPLETO ABAIXO.

ESCRITORES AO AR LIVRO ...
10 ANOS DE INTENSO AMOR ÀS ARTES
E A CULTURA NITEROIENSE

ESCRITORES AO AR LIVRO!
Paulo Roberto Cecchetti é o coordenador.
São 10 anos de luta em prol da literatura niteroiense!
Ativismo em tradição, mundo infinito de amizade e de amor.
Esse movimento cultural tem grande valor no panorama fluminense.

ESCRITORES AO AR LIVRO é ATITUDE DILETANTE!
Associação que vela a cultura da cidade.
Voz ativa dentro do terreno da intelectualidade.
Amante das letras sem fronteira.
Painel de júbilo contagiante.
Aqui jaz a cultura brasileira!

O publicitário Paulo Roberto Cecchetti
Grande líder, ativista colossal!
Escritor, jornalista e publicitário genial.
Desse grêmio afável e cordial
E do amável amigo: EU SOU TIETE!

Vida longa ao ESCRITORES AO AR LIVRO!
PARABÉNS, PELOS SEUS 10 ANOS
de puro alegria e felicidade!
A literatura e a cultura brasileira
necessitam desse respeitável estandarte.
VIVA A POESIA, A NOSSA PRECIOSA ARTE.

Autor: Alberto Araújo - escritor e jornalista
Homenagem ao movimento cultural ESCRITORES AO AR LIVRO coordenador Paulo Roberto Cecchetti, pela passagem de seus 10 anos de existência.

 
Wanderlino Teixeira Leite Netto

Wanderlino

Wanderlino Teixeira Leite Netto (acadêmico titular da ANL, Cadeira 30)

 

Chiaroscuro

                        Na casa dos avós,

                        réstias de sol nas frestas das treliças

                        anunciavam o nascer dos dias.

                        Broa de milho em fatias,

                        leite gordo dos currais

                        espantavam as preguiças matinais.

 

                        Na casa dos avós,

                        a luz bruxuleante das lamparinas

                        projetava nas paredes

                        equilibristas sem redes

                        e esguias bailarinas.

 

                        Na casa dos avós,

                        aprendi que vida é ambiguidade:

                        penumbra e claridade.

 

Meu chão

                        A casa e suas sutilezas.

                        Gosto que meus passos a percorram em seus espaços,

                        viagens em torno dos meus acertos e das minhas incertezas.

                        A casa e suas miudezas.

                        Porto de onde parto e para o qual sempre retorno.

                        Âncora e vela.

                        Gosto dos segredos que habitam a casa,

                        abrigo dos meus degredos voluntários.

                        A casa e os desvãos de seus armários.

                        Nela se aninham meus assombros e meus medos,

                        que se debruçam, quando em vez, no parapeito da janela.

 

Geraldo Bezerra de Menezes (acadêmico titular da ANL, Cadeira 16)

geraldobezerramenezes@hotmail.com

 

Nada melhor que a poesia para abençoar a viagem. Nelson Sargento foi primeiro observado por Teresa. Humilde, recatado, talvez constrangido, ou temeroso, diante da possibilidade iminente de alçar voo e virar pássaro. Vestimenta de operário com tênis novo de marca suburbana, sobrando nos pés, quase à Carlitos. Camisa simples nas cores e em desenho da Mangueira, a verde e rosa. Calça simples azul, tipo jeans, de marca suburbana, larga demais para pernas tão finas, quase à Carlitos. Coberto pela idade com indícios fortes de caminhos difíceis e sinais evidentes de luminosidade rara, raríssima. Nelson Sargento, artista popular brasileiro. Sambista, cantor, compositor, escritor, pintor. Negro de pele e osso. Os seus não vieram da África por querer próprio, mas como escravos. Magreza longeva. Corpo em formato de anzol, envergado para a frente. Pernas arqueadas de jogador de futebol de antigamente, tipo o campeão mundial Altair. Naquele espaço restrito do aeroporto, fazia a diferença. Parecia Jesus Cristo, ou, se menos, a santa madre Teresa de Calcutá, tamanha a paciente mansidão como atendia às três portuguesas incrédulas, e outros, e outros, e a mim, seus fãs. O fã não resiste, vai ao ídolo, quer ser por ele abençoado. Beijei-lhe a mão. Ele me abençoou. Avião nas alturas, mas tranquilo, sob a proteção dos deuses, na companhia de um deles, o grande Nelson Sargento.

A viagem começa às mil maravilhas.

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