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Prata da casa

(Seção destinada à divulgação de textos de Acadêmicos Titulares da ANL).

Nesta edição estamos publicando textos dos academicos

  • Paulo Roberto Cecchetti
  • Hilário Francisconi.
  • Alberto Araújo
  • Bruno Marcus Rangel Pessanha


Prata da casa

Paulo Roberto Cecchetti 

Cecchetti

cecchettipaulo@gmail.com

A VIDA EM VÍDEO VIVIDA EM CUBA  - texto de PRCecchetti

O que foi feito de Cuba? Descubra! Arquitetura corroída, caída, remendo, medo, remediado está. 

Remédio tédio atadura perdura, ditadura estagnada, tempo perdido proibido. 

Liberdade caçada, calçadas e ruas alagadas largadas. Outrora cidade rica risonha musical. 

Afinal, o que foi feito de Cuba? Deslumbra!? Rubra saudade do povo da pátria da filha na fila da fome, cansada, desfila desfeita em sonhos. 

Suponho que Cuba da Havana livre sem ventre nem vento quer fugir pro mar. 

Remar amar armar zarpar.

 

COISAS DA LITERATURA - reflexões de PRCecchetti

 -I- 

 Todas as manhãs ele carrega os sonhos da cama, levanta e põe o seu traje da esperança. 

 -II-

O novo só inova se comprova a prova do saber. Acreditar crer faz compreender e poder viver.

 -III-

O que é uma crase no meio da crise?! Cruzes!

 -IV-

Tenho observado nas manhãs ‘vasófilas’ que o papel picotado nunca se desprende no local demarcado.

 -V-

Prendam! Prendam! Prendam!!! E a cadeia social tornou-se ponto de encontro nos corredores do presídio. Presságio. Selam-se as celas.

 -VI-

Ao lavar as mãos, ouvi gemidos vindo do toillet de gênero: - Ah! faça isso não... faça isso...

 -VII-

Aprendi com o verão a deixar-me queimar e voltar sempre dourado.

-VIII-

Há sempre algo na sua presença que me encanta.

 -IX-

Não quero a calma do beijo na face. Quero o sexo.

 -X-

Colhemos amor em nossa mente, pois é lá que plantamos a semente.

Hilário Francisconi

Hilario

H. Francisconi (francisprov@hotmail.com)

A origem das línguas

H. Francisconi

Dizem as santas línguas que a origem dos idiomas está na Torre de Babel, mas com o ruir da Torre e com o rugir do tempo essa tese foi pro beleléu.

Dada a complexidade na comprovação indubitável da origem dos idiomas, a Associação Mundial dos Linguistas fechou acordo no sentido de que todas as línguas tiveram origem na Epiglote, antiga capital da Cartilagem, atual Cartagena. 

Com base em outra versão, segundo estudos - que primeiro vem o lazer -, um povo extinto há cinco mil anos, a que denominamos Árias, deixou a Índia para misturar-se com tribos que habitavam o norte da atual Europa. Assim, com a desculpa de que as índias insistiam no matrimônio, aqueles guerreiros misturaram-se às raças descobertas  -  justamente o que eles procuravam -, o que originou diversos ramos de outras e peculiares línguas. A partir de um tronco que os aventureiros levaram para o reflorestamento, surgiram os Ramos e os Guimarães.

Com o resultado final dessa miscigenação, o ramo germânico concentra, dentre outras, a atual língua inglesa, originária de famílias com pretensões a dominar o comércio mundial; o ‘baixo-alemão’ e o ‘alto alemão’, que formavam duas castas distintas por causa de suas estaturas, e o ‘neerlandês-flamengo’, que deu origem à nação rubro-negra.

O ramo eslavo destaca o ‘russo-branco’, língua falada por um povo racista concentrado no miolo nevado da atual Rússia, e o ‘ucraniano’, pelo povo dotado de cérebro em forma de ‘U’. 

Da família ‘românica’, ou ‘neolatina’, podemos afirmar que o ‘galego’ era formado por plantadores de limão, ao passo que o ‘sardo’ não vingou porque o povo era surdo. O ‘catalão’ é encontrado ainda hoje em Goiás; o ‘romeno’ é mais romeno: às vezes mais, às vezes menos, e o português, como sabemos, foi quem descobriu o Brasil...

 

 
Alberto Araujo

alberto araujo

ALBERTO ARAÚJO <alberto_bacana@hotmail.com>

HOMENAGEM AO SABER DE SÁVIO SOARES DE SOUSA

PELA PASSAGEM DE SEU ANIVERSÁRIO 2017




 

Ao SÁVIO, HOMEM SÁBIO.
Que Sabe o Saber dos frutos da Antiga Grécia
e do universo literário do nosso Castro Alves.


 

 

Sávio, tu tens o sabor do saber da Grécia clássica,
e meu ser sabe de tua verdade,
Verdadeira!

As paredes e o solo fecundo da sabedoria
sabem do teu saber a pastorear imagens antigas.

És um mentor de beleza que conhece
o vento e o sol da inteligência.
E como uma borboleta tu adentras na minha alma.

Eis aqui!
Fotografias escritas
da tua história de vida...

Tens a aura do poeta circunspecto
imortal e do mistério das sibilas!

És brisa a espalhar cultura e resplendor
na palavra iluminada.

Com o coração ungido de contentamento,
teu olhar contempla a grande luz das esferas
transcendentes da nossa humana condição.


És sábio, Sávio... Astuto e simples.
Acalentas a modéstia e a essência
da ampla aragem dos antigos gregos.
És chama vibrante dos arcaicos tempos!

Quando sentimental te tornas,
preferes a linguagem dos poetas
da antiga Grécia
que se banham nas águas
do sagrado rio de Hipocrene.

Voas, então, no cavalo Pégaso
rumo ao infinito das estrelas
da Poesia!

Festeja os anos que tu revelas!
e que a harpa do tempo te resguarde!

Enquanto o teu doce viver peregrinar
pela Terra, teus ideais e pensamentos
estarão conosco na carruagem estelar...

E todos nós, por certo, seguiremos
teus fecundos passos, guiados
pelos mares da tua vida e inspiração
rumo ao benfazejo Céu da Poesia,
onde habita Apolo com seu filho Orfeu.


 

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!



By © Alberto Araújo
Niterói, setembro de 2017

 

 Bruno Marcus Rangel Pessanha

 

bruno pessanha

brunomrpessanha@hotmail.com

Bruno Marcus Rangel Pessanha, nascido em Belo Horizonte, é engenheiro agrônomo (Escola Nacional de Agronomia, da antiga URB, atual UFRRJ),e pós-graduado em administração de empresas, pela Escola de Administração de Empresas- FGV-SP. Atualmente, residente em Niterói, é membro da Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa e da Academia Niteroiense de Letras.

Obras: Contos da Universidade Rural - prosa, EDUR, Seropédica - 2010; Poemas Redondos e Versos Desencontrados - poesia - EDUR, Seropédica-RJ, 2010; O Clarão e outras histórias - prosa - Editora Parthenon, Niterói-RJ - 2015; Maitê e outras histórias (no prelo) - 2017.

 

*

Ocaso

Indiferente,

a tarde morre...

Você, ausente,

o tempo escorre...

 

Vida, mero estuário

de medos e espera...

Jogo imaginário,

saudade sincera.

 

Morto o calendário,

a gente acostuma.

No livro-diário,

palavra nenhuma.

*

De noite fico a sonhar

com um relógio sem ponteiro.

A insônia é pendular,

o tique-taque, certeiro.

 

O relógio vão da noite

tem feição de Mona Lisa.

Cara de falsa ternura

nos olhos e comissuras

suavemente puxados.

Sorriso entrefechado

onde o tempo desliza…

*

Abismos do belo sendo,

apenas os poetas sabem

que no bojo do silêncio,

todas as palavras cabem.

*

Alegria,

o rosto onírico da poesia,

entrevisto no espelho da infância...

 

Líricos lampejos a riscarem

o céu da adolescência...

Por falta de alinhavo

na hora certa,

viraram saudades

antes de serem versos.

 

Hoje, destino perverso,

as balas traçantes

da realidade

continuam a riscar

o céu escuro da terceira idade.

*

O Tempo e o Homem

Na vida todos viajam,

estradas e pontes,

horizontes, passando...

…o tempo todo

o tempo olhando.

 

ampulhetas

clepsidras

relógios de sol

ponteiros,

celulares

digitais

 

Paralelamente, aedos,

poetas, vates e que tais,

seguem cantando sem medo

cantigas do nunca mais.

*

A dor minhoca

a terra brava

do meu abandono.

Enquanto escava

ela cai no sono,

a dorminhoca.

*

Poética

Do lirismo escravo,

escrevo.

Canetas,

teclas pretas

à mão.

 

No chão duro da vida

escavo

versos pé no chão

 

Nas raras nuvens

do trevo do céu,

alinhavo

versos ao léu.

 

Neles, avos

de vida ponho

na conta devida

do sonho.

 

Do lirismo,

escravo sou.

Poeta sem meta,

entre lírios e cravos,

desconchavos

escrevendo vou.

*



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