Academia Niteroiense de Letras

 


 

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(Seção destinada à publicação de artigos e ensaios sobre literatura, cinema, teatro, dança, música, fotografia, artes plásticas)

carlos rosa

Organização: Carlos Rosa

carlosjrmoreira@globo.com

andrea borges

Biografia

Andreia Borges da Silva, natural de Magé-RJ, servidora pública, é formada em Letras (Português/Literaturas) e em Direito. É apaixonada por livros, filmes e viagens. Participa de dois Clubes de Leitura em Niterói-RJ, onde reside, que são o Clube de Leitura Icaraí-CLIc e Clube de Leitura Leia Mulheres Niterói-RJ.  Possui um blog cultural: www.mardevariedade.com. Nele, fala de assuntos diversos, com enfoque em livros, filmes e viagens. Teve um conto selecionado, em um concurso literário, realizado pela Editora Zouk em parceria com a Casa da Mãe Joanna, para a Antologia Novas contistas da Literatura Brasileira, que será lançada em breve. Já escreveu alguns contos e, atualmente, está escrevendo seu primeiro romance.

 

Mulheres na Literatura

(por Andreia Borges da Silva)

 

Felizmente, esse tema já não é mais novidade. Ele vem sendo discutido, diante de tantas manifestações ao redor do mundo em prol da valorização das mulheres, em especial, em sua atuação profissional, incluindo a artística. 

No que tange à literatura, pesquisas mostram que as mulheres são as maiores leitoras e consumidoras de livros, no entanto, ainda não receberam o devido reconhecimento como escritoras. Basta visitarmos uma grande livraria para observarmos os grandes nomes que estão em destaque, geralmente de homens. Não quero dizer com isso que os grandes autores não devam ser valorizados e ter o seu devido reconhecimento. Não é isso. O que falta é respeitar a proporcionalidade entre autores e autoras, de forma a dar o mesmo destaque para ambos.

Outro exemplo da falta de reconhecimento para as escritoras é o prêmio Nobel de Literatura. Embora o prêmio exista desde 1901, só foi destinado a 14 mulheres em sua história, mesmo havendo um número imenso de boas escritoras.

Não faltam exemplos a serem dados. Em eventos literários, dificilmente vemos uma autora sendo a homenageada. Essa realidade está mudando, graças aos movimentos em favor das mulheres. A FLIP desse ano, por exemplo, terá como homenageada a grande escritora Hilda Hilst. Isso já é uma grande conquista para nós mulheres.

A escritora Joanna Walsh decidiu fazer uma campanha com o título: #ReadWomen2014, para que lêssemos mais mulheres.

Em 2015, Juliana Gomes convidou as amigas Juliana Leuenroth e Michelle Henriques para transformarem a ideia de Joanna Walsh em algo presencial em livrarias e espaços culturais. Assim, nasceu o Clube de Leitura Leia Mulheres, em que é debatido um livro de uma autora em uma reunião mensal. A ideia foi difundida e hoje existem vários clubes em diversas cidades do Brasil, inclusive temos o Clube Leia Mulheres Niterói-RJ, em que sou membro participante.

Alguns concursos literários também têm selecionado apenas textos de autoras. A Editora Zouk, em parceria com a Casa da Mãe Joanna, recentemente fez um concurso de contos para autoras. Eu tive a honra de ter um conto selecionado para a Antologia. Assim como esse, outros concursos têm sido realizados para fomentarem a escrita feminina, o que é um avanço, diante do histórico da nossa civilização, que não incentivava o trabalho intelectual feminino.

Espero que, em um futuro próximo, não sejam necessários tantos movimentos para que as mulheres sejam lidas. Assim como temos excelentes escritores, também temos excelentes escritoras. Só precisamos dar espaço para elas.

 

 

 

 

 

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