Academia Niteroiense de Letras

 


 

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Pensarte

(Seção destinada à publicação de artigos e ensaios sobre literatura, cinema, teatro, dança, música, fotografia, artes plásticas)

carlos rosa

Organização: Carlos Rosa

carlosjrmoreira@globo.com

Há em Niterói três academias literárias tradicionais, outra ou outras recém-criadas, grupos literários formados e formalizados, uma associação de escritores e clubes de leitura. Existe movimento literário na cidade, e não é fraco. Há vários  lançamentos de livros. Há o lançamento, os convidados compram os livros e... nada. Não acontece mais nada. Falta um componente nesse meio cultural, falta o crítico literário. Até mesmo uma resenha é coisa rara.  Há os blogs, que veiculam informações, mas análise crítica e esclarecedora da obra não há. Os jornais dão notas informativas.

                Por uma coisa e por outra e, principalmente, para “oxigenar” o meio literário da cidade, seria muito bem-vinda uma coluna de crítica, seja num jornal, seja num blog. A existência da crítica insuflaria novos ares ao meio literário de Niterói. Traria fôlego, tiraria do lugar comum, sacudiria a poeira provinciana das ofensas baratas e de elogios vãos. Mas teria de haver um crítico de verdade, alguém equidistante. E penso que deveria ser mais de um, pois existem aqueles com tendências mais agressivas, com inclinações a determinados segmentos, com preferências diferentes por obras e autores referenciais. O crítico é alguém desprovido de mágoas, de soberba e de necessidade de agredir ou elogiar. Crítica é crítica, obrigatoriamente franca e esclarecedora. Crítico não tenciona construir ou destruir, mas jogar luz sobre questões que passaram ou podem passar despercebidas para o leitor. É alguém capaz de emitir ideias fundamentadas no conhecimento e na cultura e provocar no leitor pensamentos, argumentações, induzi-lo a criar correlações entre questões presentes na obra e às vezes não percebidas. Para tanto, o olhar arguto, culto, livre, consciente, imparcial do crítico oferecerá as ferramentas ao leitor e incitará sua imaginação e o seu raciocínio. E este raciocínio também levará o leitor esclarecido a não ter a palavra do crítico como ponto final. O ponto final é dado pelo leitor, ele até mesmo julgará a crítica que lhe é oferecida e poderá aceitá-la, repudiá-la ou questioná-la. Esse saudável embate de ideias colocaria a literatura que se faz em Niterói num patamar mais elevado e de maior evidência. Temos escolas de Literatura, de Filosofia e de outros cursos da área das Ciências Humanas que, certamente, possuem recursos humanos capazes de iniciar um trabalho de crítica em Niterói. Falta iniciar.

                                                                                 Carlos Rosa Moreira

 

 

 

 

 

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