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Pensarte

(Seção destinada à publicação de artigos e ensaios sobre literatura, cinema, teatro, dança, música, fotografia, artes plásticas)

carlos rosa

Organização: Carlos Rosa

carlosjrmoreira@globo.com

 

 Tanya Roxo

·         Tânia Ribeiro Roxo nasceu em Niterói, é jornalista, poeta e apaixonada por fotografia. Seu livro de poesias, intitulado Sopro, foi lançado em julho deste ano, pela Editora Autografia. A obra reúne 25 fotos e 24 poemas.
Foi premiada na categoria Poesia, no II Festival de Contos e Poesias do CLARON (Centro Literário da Região Oceânica de Niterói), alcançando o 3º lugar com a obra SEDE DE ANIL, em outubro de 2016. 
Teve o poema ATO DE DESESPERO incluído na antologia GRITOS CONTIDOS, promovida pelo Prêmio Coruja Escritora, em
​fevereiro de ​2017. Em setembro de 2017, participou da XVIII Bienal do Livro, o maior evento literário do país, nos dias: 03 (lançamento do livro Sopro) e 09 (debate na mesa: Poesia em toda Parte).
Em 1992, participou do 1º ENCONTRO DE POETAS DA CIDADE, na Faculdade de Educação da UFF - Universidade Federal Fluminense. Desde agosto de 2016 organiza eventos literários em Niterói, através do projeto Literatura na Varanda. Os encontros são trimestrais e se dividem em rodas de conversas, recital de poesias e música ao vivo. 

 

 

PAIXÃO PELA ARTE DE ESCREVER E FOTOGRAFAR

 

Como foi importante ter tido uma infância como a que eu tive. Não foi perfeita, claro. Mas acredito que essa fase preciosa teve uma grande importância no que diz respeito ao desenvolvimento da minha criatividade.

 

Lembro que o meu pai fazia questão de me levar ao teatro. Costumávamos assistir a peças da Bia Bedran e do Grupo Papel Crepom (ícones do meio teatral na nossa cidade na década de 70). Eu adorava. Aquela atmosfera artística me atraía muito. Foi através do contato com a arte teatral que pude desvendar o mundo lúdico.  A arte nos transforma. Sei disso há muito tempo. Mas só quem a exerce tem condições de perceber de fato essa transformação.

 

Lembro-me dos passeios que meu pai fazia comigo e com a minha irmã pelas ruas tranquilas do bairro de S. Francisco na década de 70 e 80. Naquela época era seguro caminhar a pé por ali. Não havia assaltos, nem sequestros-relâmpago. Não se tinha notícia de tiroteios entre policiais e bandidos.

 

Durante os passeios ele comentava sobre os estilos arquitetônicos das casas, nos mostrava árvores e flores exóticas, parava para admirar os formatos engraçados das nuvens no céu, enfim: abria um leque de opções que foram (com o passar do tempo) ampliando o meu horizonte.

 

Aprendi a observar e a contemplar. Graças a essa forma de ver o mundo, descobri a minha paixão pela poesia. Tinha diários que não acabavam mais. Adorava escrever. Ficava horas registrando pensamentos, sentimentos e emoções no papel, na fase da adolescência.

 

Foi bem cedo que também me deparei com uma outra paixão tão intensa quando a de escrever, que é a de fotografar. Lembro ainda em criança eu fotografando com uma câmera em PxB. Acho que a primeira vez que fiz uma fotografia eu tinha uns 7 anos de idade. Foi numa pracinha em Nova Friburgo (RJ).

 

Fotografar era algo mágico, desafiador, instigante. Sempre me senti atraída por fotos. Talvez porque me sentisse capaz de eternizar aquele instante. Era algo tão raro. O meu olhar foi amadurecendo com o tempo. Tudo me inspira: paisagens, pessoas, animais, pôr do sol, detalhes.

 

A arte fotográfica é sedutora. Ela nos permite viajar por espaços nunca imaginados. Às vezes olho uma paisagem e imagino fotos que poderiam render dali. São fotos mentais que toda pessoa que ama fotografar faz sem nem se dar conta. Quem tem essa arte como hobbie sabe do que estou falando. Eu “fotografo” o tempo todo com o olhar.

 

Enfim, posso dizer que minha infância foi uma fase importante que contribuiu muito para que eu pudesse adquirir um outro olhar. E acho importante que toda criança tenha essa oportunidade. Dessa forma se tornam adultos com capacidade de pensar, observar, contemplar, criar etc.

 

Por Tânia Ribeiro Roxo

 

 


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