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De outros cantos

(Seção destinada à publicação de textos de autores não residentes em Niterói).

 

Joao carlos de moura

João Carlos de Moura nasceu em Nilópolis, em 1931. Morou no Rio e depois em Niterói, e aqui reside até hoje. Trabalhou na Secretaria de Agricultura (Horto Botânico de Niterói) e na Caixa Econômica Federal, onde se aposentou. Viajou por todo o Brasil, sempre em automóveis (chegou a ter trinta e três ao longo da vida) e ainda por muitos países. Nasceu escritor. Aos oito anos criou o herói "Trojak", uma espécie de Tarzã. Chegou a encher quatro cadernos de 160 páginas cada com as aventuras do seu herói. Escreveu romances, poesia, crônicas e livros sobre política e filosofia.

1) Sei que um amigo o chama de "Monge sem mosteiro". Por quê, João?

1 – Penso que é por causa do meu comportamento, estranho para os padrões atuais.

2) Provavelmente você é uma das maiores autoridades em Rock Progressivo. Como esse gênero musical entrou em sua vida? Conte um pouco sobre isso.

2 – Não sou, já fui. Entrou em minha vida nos anos 70. Na época havia alguns amigos que eram os que detinham todo o conhecimento e eu me relacionava com eles.  Os LPs na época eram importados e caros. Assim tive que encontrar parceiros em outros paises para fazer trocas de interesses musicais.  Cresci tanto neste assunto na época que, alem de conseguir o que queria ganhei muito dinheiro também com isso.

3) Você nada todos os dias no mar. Fale dessa relação com a água salgada.

3 – Vamos colocar assim: em 30 dias eu nado uns 20 a 22 por causa das condições do mar. Como moro bem em frente ao mar, posso ver seu estado da minha janela. Bem, minha relação com o mar é muito antiga. Vem do Colégio Interno na Ilha de Paquetá, quando eu tinha 6 anos. Quando em 1943 meu pai mudou-se para Niterói, esta relação com o “sal” não parou mais. Dediquei-me à caça submarina nos anos 50. Mas abandonei muito antes de tornar-me vegetariano. Não nado para ter saúde, mas porque gosto.

 

4) Quantos livros já escritos, João? Um deles foi publicado por uma editora, fale sobre esse livro.

4- Escrevi 18 livros, dos quais destruí 6. Os que ainda existem: pela ordem:

    1 – Primeiras poesias

    2 -  Uma nuvem ao sol

    3 – As estações

    4 – O Passageiro da Terra

    5 - Crônicas

    6 – O Olho que se vê (único publicado pela Ed.Multifoco)

    7 - Jarra quebrada (poesias)

    8 – Os Exilados da galáxia (ficção)

    9 – O Livro de Rochelle (Crônicas e fragmentos de cartas)

   10 – O Livro de Rochelle (Poesias)

   11 – Um monge sem mosteiro

   12 – Minhas Janelas (escrevendo)

 

* me pedes falar algo sobre o meu Livro publicado – O Olho que se vê. Não dá. Impossível por se tratar de assunto intrínseco sobre o comportamento do homem e sua relação com seu corpo mortal e a eternidade. É preciso ler todo o livro. Tu o tens e sabes que procede o que digo agora.

5) O que acha do ato de escrever?

5- Penso que escrever é uma compulsão. Um escritor nasce escritor e pronto.

Algo a respeito:

Tive um amigo quando adolescente que queria ser escritor, mas escrevia muito mal, mal mesmo. Ele me perguntou o que seria preciso para escrever bem. Eu lhe respondi: “escrever, ou qualquer arte, é fácil demais ou impossível”.

 

6) Está lendo o que atualmente?

6 – Fui tão viciado em ler que os amigos me chamavam “rato de biblioteca”. Li por cultura, para “ser culto”, durante muitos anos. Depois me dediquei - quase toda a minha vida - à leitura de filósofos o que incluía teosofia, hinduísmo, agnosticismo, etc. Agora, aos 86 anos (ainda muito jovem) escolho demais o que leio.

O QUE LEIO ATUALMENTE (responderei no item 8)

 

7) Tem preferências literárias? Algum autor que prefira?

7 – Não leio mais literatura. Quando o fazia tinha muitos preferidos, como Guilherme de Almeida, Olavo Bilac, Olegário Mariano, Vicente de Carvalho, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Giuseppe Guiaroni, Antero de Quental, etc.

Eram muitos!!!!

 

8)Algum livro de cabeceira?

8 – Livros de cabeceira. São os únicos que leio atualmente. Veja abaixo:

     

      NA SALA:  O Livro de Urantia – tem 2097 pags. Estou lendo pela 2ª vez

                            É um livro não aconselhável para religiosos ou indecisos.

    

      NO QUARTO: Cartas de Cristo (pasme: já o li 28 vezes.                                                                                           

                                Nota: não sou religioso nem ateu.

                                 

                                O Bardo Todol (O Livro Tibetano dos Mortos (li mais de 70 x)

 

9) Algum livro influenciou você, foi importante em sua vida? Conte-nos.

9 – Poderá até parecer arrogância. Nenhum livro influenciou-me, por um motivo até um tanto bizarro para este século onde a humanidade vive em “padrões”. Nunca fui chegado a ser um “seguidor” ou “repetidor”. Alias falo bastante deste tipo de comportamento humano em meus livros “O olho que se vê” e “Um monge sem mosteiro”.

 

 

10) Livro muda a vida da gente?

 

10 – Penso que sim. Para melhor e até para pior. Isto sempre dependerá do avanço espiritual de quem lê o do que entende.

 

 

11) Escrever, ler, nadar, pesquisar, amar...

11 – Falar sobre: escrever – ler – nadar – pesquisar – amar.

 

Ler – Como eu disse – li demais agora leio muito pouco.

Escrever – Penso ser este livro que estou escrevendo o último. Não por causa

                   Da idade (86, pois como disse ainda sou bem jovem). Mas, pelo

                   Que sou capaz de escrever. Seria sobre valores eternos. O povo

                  Prefere valores da sedução e da ilusão. Não vejo mais por que escrever

Nadar – Como já disse, não nado para ter saúde, mas porque gosto – é compulsão

Pesquisar – Bem, quem entendeu o real propósito de existir, como eu, há quase

                    Nada a pesquisar numa humanidade sem rumo. Isto é bom para cientistas.

Amar – Amar, como deixei escrito no meu livro “Um Monge sem Mosteiro”, é algo

              Que pouquíssimos praticaram neste mundo. Chamam “apego” de amor.

              Inclusive costumam chamar fazer sexo de fazer amor. O Amor só merece

              Esta designação se for incondicional. Hoje sou capaz disso. Para chegar a

              Isso é necessário muita contemplação e meditação. Observar e observar-se.

              E jamais ser autoindulgente.

 

Como esse monge vê a vida?

Não sou monge, nem gostaria de ser. Esta visão sobre mim é de um amigo.

Não tenho tendência para nenhuma religião, nem sou agnóstico ou ateu. Vim para observar o que chamamos vida. Praticá-la às últimas consequências como venho fazendo. Para mim o planeta é uma escola e estou estudando e muito. Meus colegas de classe, entretanto, preferem ficar no recreio comendo merenda (os da ilusão).

Estou dando certo – a verdadeira vida me adotou e eu a adotei. É isso amigo, penso que este é um dos motivos por eu jamais ficar doente mesmo tendo percorrido já esses 86 quilômetros de tempo e espaço.

 


 

      

       

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